"Até que enfim cheguei ao cimo da montanha após uma jornada extensa e fatigante. Passei o olhar em torno e, pronto, o olhar apanha tudo que a vida tem de belo e contrastante. … … Graças vos dou, meu Deus, graças vos dou, Senhor, por sentir que me ergui dos abismos da treva, por sentir mais intensa essa luz que me eleva, suave irradiação do Vosso imenso amor."
terça-feira, 31 de julho de 2007
O compositor me disse
Essa canção
Que eu cantasse como se o vento soprasse pela boca
Vindo do pulmão
E que eu ficasse ao lado pra escutar o vento jogando as palavras
Pelo ar
O compositor me disse que eu cantasse ligada ao vento
Sem ligar
Pras coisas que ele quis dizer
Que eu não pensasse em mim nem em você
Que eu cantasse distraidamente como bate o coração
E que eu parasse aqui
Assim
Gil em Verso
domingo, 29 de julho de 2007
Abba, Papá

quarta-feira, 25 de julho de 2007
São Tiago

domingo, 22 de julho de 2007
... Uma só coisa é necessária...
Quanta correria Senhor,
Quanta correria desenfreada
em busca de tudo
em busca de nada.
Levamos uma vida
de activismo permanente,
perdemo-nos e gastamo-nos
tentando acolher tudo sem nada acolher.
Escutamos ruídos,
sons dissonantes
que tudo nos dizem
sem nada nos contarem.
Ruídos de perto
ruídos distantes
em suaves melodias
de acordes reverberantes.
Só Tu És necessário
só Tu És importante
deixa-nos ajoelhar a Teus pés
saciando a nossa sede, a nossa fome
da água viva e do pão verdadeiro que Tu És.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Só em Ti repousa...

terça-feira, 17 de julho de 2007
domingo, 15 de julho de 2007
A concha e a Pérola

Ouse, nesta vida, ser concha!
Permita-se, nesta vida, ser pérola!Quando alguém te magoar ou te ferir, revista-se da mais preciosa jóia de Deus: cubra-se de amor e ternura. Se seguirmos o exemplo da concha, o ódio não terá como se desenvolver, mas o amor se estenderá e será o revestimento mais belo e precioso que será dado em troca de toda areia da vida que nos possa ferir."
sexta-feira, 13 de julho de 2007
NÃO SE APRENDE
quarta-feira, 11 de julho de 2007
No Silêncio da Noite

No silencio da noite
Quando as luzes se apagam
Fico a contemplar o céu.
A vastidão do firmamento
Eleva-me ás alturas
Perco-me a contar as estrelas
Cada uma com o seu brilho particular.
Aqui um pontinho luminoso
Além uma luz mais forte.
Que artista sábio para assim as ordenar
Vai longa a noite o dia tarda a raiar
Fico de olhar fixo num pequeno pontinho
Um pontinho chamou a minha atenção.
Será a sonolência ou estou de facto a ver
Parece que esta luzinha se vai movendo
Desenhando no ar figuras ondulantes
Que deixa suspensas em cada movimento
Entretenho-me a seguir com o olhar
Cada trajectória deste pequeno “ser”.
Dou por mim a pensar:
Onde gostaria de ir se fosse uma estrela?
Onde gostaria de projectar a minha luz?
E a resposta não se faz tardar
Onde a claridade se faz esperar.
terça-feira, 10 de julho de 2007

Quando compreendi que havia um Deus, então vi que nada mais podia fazer que consagrar-lhe a minha vida.
A vocação não se escolhe: recebe-se, aceita-se, prestando ouvidos ao querer de Deus.
(Carlos de Foucauld)
Juntamente com mais 4 colegas celebro hoje o 8 aniversário da minha ordenação presbiteral. Têm sido 8 anos de uma entrega permanente a Deus nos irmãos, tempos vividos com alguns altos e baixos neste caminho que nos escolheu, momentos de certezas e dúvidas alicerçadas na esperança em Deus.
Nesta manhã de alegria recebia de uma amiga que tem acompanhado de perto a minha vida pastoral recente a mensagem que passo a transcrever:
" Esperança
canto mas o meu canto é triste.
Não sou capaz de nenhum outro agora.
Em cada verso chora uma ilusão, tolhida na amplidão que lhe sonhei...
Felizmente que sei cantar sem pressa.
Que sei recomeçar...
Que sei que hà uma promessa no acto de cantar..."
Suplico a todos quantos me visitais neste meu e vosso cantinho o favor de rezar ao Senhor da messe para que os nossos braços fatigados da sementeira não de deixem cair desanimados por parecer demorar a desejada colheita.
domingo, 8 de julho de 2007

Nas sossegadas margens de um rio
Chamado saudade
Permiti que as palavras fossem silenciadas
Quedei-me na fresca sombra dos salgueiros
E deixei que o som das águas correntes
Me levasse para um lugar longínquo
O lugar das minhas recordações
Como passou depressa o tempo
Nas margens deste rio
O meu rio de saudade
Recordei a infância com as suas tropelias
As corridas, o jogo das escondidas
A apanhada, a cabra cega…
Que saudades Deus meu, que saudades
Do tempo em que tudo parecia possível
Em que os sonhos eram um lampejo de realidade
Em que perder a corrida motivava o choro
Que silenciava com um pequeno afago
Como passou depressa o tempo
Nas margens deste rio
O meu rio de saudade
Com leveza evoquei a minha adolescência
Tempo de quimeras
Adocicadas no fervor da puberdade
Sonhos de menino com desejo de seguir em frente
Lançando-me nos braços da aventura
Em que subir mais alto era sinal de bravura
Destemidamente nem o olmo mais alto escapou à minha escalada
Como passou depressa o tempo
Nas margens deste rio
O meu rio de saudade
De relance revi a minha juventude
Toda vivida na perseguição de uma entrega
Nas mãos d’Aquele que me chamou à vida
Época de encontros e desencontros
Na incerteza de um caminho que teimava em ser esquivo
Por entre avanços e recuos
Nas escarpas de um sonho que começava a ser realidade
Como passou depressa o tempo
Nas margens deste rio
O meu rio de saudade
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Bispo Auxiliar de Braga
A 2 de Outubro de 1963 entrou no seminário de Tomar da Sociedade Portuguesa das Missões Ultramarinas, então conhecida por Sociedade Missionária. Recebeu a ordenação sacerdotal a 3 de Dezembro de 1980.

quinta-feira, 5 de julho de 2007
Vestido Azul

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma menina muito bonita. Ela frequentava a escola local. A sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre apresentava-se suja. As roupas dela eram muito velhas e maltratadas.
O professor ficou atormentado com a situação da menina.
− Como é que uma menina tão bonita pode vir tão mal vestida para a escola?
Pôs de parte algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu comprar-lhe um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul!
Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que a sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a dar-lhe banho todos os dias, a penteá-la, a cortar-lhe as unhas... Quando acabou a semana, o pai disse:
− Mulher, não achas uma vergonha que a nossa filha, sendo tão bonita e bem arranjada, more num lugar como este, a cair aos pedaços? Que tal ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou pintar as paredes, consertar a cerca, plantar um jardim…
Pouco depois, a casa destacava-se na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e pelo cuidado em todos os pormenores do edifício. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracas feias e resolveram também arranjar as casas deles, plantar flores, e usar tinta e criatividade.
Em pouco tempo, todo o bairro estava transformado.
Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquelas pessoas, pensou que elas bem mereciam o apoio das autoridades. Foi ao Município expor as suas ideias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão, a fim de estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.
A rua, de barro e lama, foi asfaltada, e as calçadas foram calcetadas com pedras. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.
E tudo começou com um vestido azul...
Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou por fazer com que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.
Será que cada um de nós está a fazer a sua parte no lugar onde vive?
terça-feira, 3 de julho de 2007
Oração à luz

Bendito o cristo-sol na cruz ardente,
monstro-mártir, que infinitamente
Por nós expira, soluçando luz! (...)
Luz que nos enches de alegria,
Luz que desvendas a harmonia,
Que és o esplendor e a cor da Natureza.
Farei de ti, luz de um só dia,
A luz perpétua da beleza!
Luz que iluminas a existência,
Luz que propagas a evidência,
Que dissolves o erro e a escuridade,
Farei de ti, da tua essência,
A luz augusta da Verdade! (...)
Farei de ti luz dum momento,
A luz eterna, a luz divina, a luz do Amor!
Farei de ti a luz do Amor que não se apaga,
A luz que tudo alaga
E tudo vê e tudo aquece. (...)
Luz onde tudo vai boiando imerso,
Luz Espírito e Alma do universo
Sol dos sois, incriado e criador. (...)
Farei da cega luz que me alumia
A luz espiritual do grande dia,
A luz de Deus, a luz do Amor, a luz do Bem,
A luz da glória eterna, a luz da luz. Amen!
(Guerra Junqueiro, Oração à luz)
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Que os corações se entendam!

- Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta. -
(Mahatma Gandhi)
domingo, 1 de julho de 2007
Parabéns!

"Tu que nas margens do lago,
não buscaste, nem sábios nem ricos,
Mas só quizeste que eu Te seguisse...
Senhor, Tu fixaste os meus olhos,
ternamente o meu nome disseste,
Nesse lago eu deixei minha barca,
pois em Ti,
encontrei outro Mar."