
"Até que enfim cheguei ao cimo da montanha após uma jornada extensa e fatigante. Passei o olhar em torno e, pronto, o olhar apanha tudo que a vida tem de belo e contrastante. … … Graças vos dou, meu Deus, graças vos dou, Senhor, por sentir que me ergui dos abismos da treva, por sentir mais intensa essa luz que me eleva, suave irradiação do Vosso imenso amor."
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Encruzilhada

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Quarenta dias após o nascimento de Jesus, em obediência à lei de Moisés (Ex. 13, 11-13), Maria leva o Menino ao templo, a fim de ser oferecido ao Senhor. Toda a oferta implica uma renúncia. Por isso, a Apresentação do Senhor não é um mistério gozoso, mas doloroso. Começa, nesse dia, o mistério de sofrimento, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário, quando Jesus, que não foi «poupado» pelo Pai, oferecer o Seu Sangue como sinal da nova e definitiva Aliança. Ao oferecer Jesus, Maria oferece-Se também com Ele. Durante toda a vida de Jesus, estará sempre ao lado do Filho, dando a Sua colaboração para a obra da Redenção.O gesto de Maria, que «oferece», traduz-se em gesto litúrgico, quando ao celebrarmos a Eucaristia, oferecemos «os frutos da terra e do trabalho do homem», símbolo da nossa vida.Antes da Missa, está prevista no Missal a procissão das velas, acesas em honra de Cristo que vem como luz das nações, e ao encontro de quem a Igreja caminha guiada já por essa mesma luz.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Conversão de São Paulo
A caminho de Damasco, Saulo de Tarso, cai em si após "cair do cavalo" e toma consciência da missão que lhe está destinada. Convertido a Cristo torna-se o Apóstolo dos gentios.
Também nós somos sucessivamente convidados e desafiados à conversão, prestes a iniciar o tempo propício à conversão, a quaresma, será que estamos dispostos a "cair do cavalo" convertendo-nos verdadeiramente ao Senhor?
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
SANTO ANTÃO
As tentações de Santo AntãoEste insigne pai do monaquismo nasceu no Egipto cerca do ano 250. Depois da morte de seus pais, distribuiu os seus haveres pelos pobres e retirou-se para o deserto, onde começou a sua vida de penitente. Teve numerosos discípulos e trabalhou em defesa da Igreja, animando os confessores na perseguição de Diocleciano e apoiando S. Atanásio na luta contra os arianos. Morreu no ano 356.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Audácia
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
SÃO GONÇALO DE AMARANTE
( Tirada da Net)Nasceu em Tagilde (Guimarães), de pais nobres e piedosos, cerca do ano 1200. Passou a adolescência como aluno na escola arquiepiscopal de Braga e, ordenado sacerdote, foi pároco de S. Paio de Vizela. Durante catorze anos peregrinou na Terra Santa e em Roma e, depois do regresso à pátria, entregou-se à vida eremítica. Mais tarde entrou na Ordem dos Pregadores e exerceu o ministério da pregação com grande fruto das almas. Morreu cerca do ano 1260.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Epifania
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Roam-se de inveja...
domingo, 23 de dezembro de 2007
Mensagem de Natal
QUISERA
Eliseu Antão
sábado, 22 de dezembro de 2007
Benedictus

Bendito o Senhor, Deus de Israel *
domingo, 16 de dezembro de 2007
Choro...
Tirada da netquarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Senhor
Se aquilo aquilo a que chamei a vossa verdade
É apenas um novo caminho de vaidade,
Se a plenitude imensa que em mim sinto,
Se a harmonia de tudo a transbordar,
Se a sensação de tudo a transbordar,
Se a sensação de força e de pureza
São a literatura alheia e o meu bem estar,
Se me enganei na minha única certeza,
Mandai os vossos anjos rasgar
Em pedaços o meu ser
E que eu vá abandonada
Pelos caminhos a sofrer.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Possível e impossível
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
A cidade dos poços...

Aquela cidade não era habitada por pessoas, como todas as outras cidades do planeta.
Aquela cidade era habitada por poços. Poços vivos… mas afinal poços.
Os poços distinguiam-se entre si não somente pelo lugar onde estavam escavados, mas também pelo parapeito (a abertura que os ligava ao exterior).
Havia poços ricos e ostensivos com parapeitos de mármore e de metais preciosos; poços humildes de tijolo e madeira e outros mais pobres, simples buracos rasos que se abriam na terra.
A comunicação entre os habitantes da cidade fazia-se de parapeito em parapeito, e as noticias corriam rapidamente de ponta a ponta do povoado.
Um dia, chegou à cidade uma «moda» que certamente tinha nascido nalgum pequeno povoado humano.
A nova ideia assinalava que qualquer ser vivo que se prezasse deveria cuidar muito mais do interior do que do exterior. O importante não era o superficial, mas o conteúdo.
Foi assim que os poços começaram a encher-se de coisas.
Alguns enchiam-se de jóias, moedas de ouro e pedras preciosas.
Outros, mais práticos, encheram-se de electrodomésticos e aparelhos mecânicos. Outros ainda optaram pela arte, e foram-se enchendo de pinturas, pianos de cauda e sofisticadas esculturas pós-modernas. Finalmente, os intelectuais encheram-se de livros, de manifestos ideológicos e de revistas especializadas.
A maioria dos poços encheu-se a tal ponto que já não podia conter mais nada.
Os poços não eram todos iguais, por isso, embora alguns se tenham conformado, outros pensaram no que teriam de fazer para continuar a meter coisas no seu interior…
Um deles foi o primeiro. Em vez de apertar o conteúdo, lembrou-se de aumentar a sua capacidade alargando-se.
Não passou muito tempo até que a ideia começasse a ser imitada. Todos os poços utilizavam grande parte das suas energias a alargarem-se para criarem mais espaço no seu interior. Um poço, pequeno e afastado do centro da cidade, começou a ver os seus colegas que se alargavam desmedidamente. Ele pensou que se continuassem a alargar-se daquela maneira, dentro em pouco confundir-se-iam os parapeitos dos vários poços e cada um perderia a sua identidade…
Talvez a partir dessa ideia, ocorreu-lhe que outra maneira de aumentar a sua capacidade seria crescer, mas não em largura, antes em profundidade. Fazer-se mais fundo em vez de mais largo. Depressa se deu conta que tudo o que tinha dentro dele lhe impedia a tarefa de aprofundar. Se quisesse ser mais profundo, seria necessário esvaziar-se de todo o conteúdo…
Ao princípio teve medo do vazio. Mas, quando viu que não havia outra possibilidade, depressa se meteu a fazê-lo.
Vazio de posses, o poço começou a tornar-se profundo, enquanto os outros se apoderavam das coisas das quais ele se tinha despojado…
Um dia, algo surpreendeu o poço que crescia para dentro. Dentro, muito no interior e muito fundo… encontrou água!
Nunca antes nenhum poço tinha encontrado água.
O poço venceu a sua surpresa e começou a brincar com a água do fundo, humedecendo as suas paredes, salpicando o seu parapeito e, por ultimo, atirando a água para fora.
A cidade nunca tinha sido regada a não ser pela água da chuva, que na verdade era bastante escassa. Por isso, a terra que estava à volta do poço, revitalizada pela água, começou a despertar.
As sementes das suas entranhas brotaram em forma de erva, de trevos, de flores e de hastezinhas delicadas que depois se transformaram em árvores…
A vida explodiu em cores à volta do poço afastado ao qual começaram a chamar «o Vergel».
Todos lhe perguntavam como tinha conseguido aquele milagre.
- Não é nenhum milagre – respondeu o Vergel. – Deve procurar-se no interior, até ao fundo.
Muitos quiseram seguir o exemplo do Vergel, mas aborreceram-se da ideia quando deram conta de que para serem mais profundos se tinham de esvaziar. Continuaram a encher-se cada vez mais de coisas…
Do outro extremo da cidade, outro poço decidiu correr também o risco de se esvaziar…

E também começou a escavar…
E também chegou à água…
E também salpicou até ao exterior criando um segundo oásis verde no povoado…
- Que vais fazer quando acabar a água? – perguntavam-lhe.
- Não sei o que se passará – respondia ele. – Mas, por agora, quanto mais água tiro, mais água há.
Passaram-se uns meses antes da grande descoberta.
Um dia, quase por acaso, os dois poços deram-se conta de que a água que tinham encontrado no fundo de si próprios era a mesma…
Que o mesmo rio que passava por um inundava a profundidade do outro.
Deram-se conta de que se abria para eles uma vida nova.
Não somente podiam comunicar um com o outro de parapeito em parapeito, superficialmente, como todos os outros, mas a busca também os tinha feito descobrir um novo e secreto ponto de contacto.
Tinham descoberto a comunicação profunda que somente conseguem aqueles que têm a coragem de se esvaziar de conteúdos e procurar no fundo do seu ser o que têm para dar…
Contos para pensar, Jorge Bucay.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Para lá da porta...
Estela escavada na rocha lateral direita das ruinas da Igreja de São Mamede
Outra foto da mesma Estela
Pedras de um possível arco da Igreja de São Mamede

Ruínas da Igreja de São Mamede

Outro perfil das ruínas da Igreja de São Mamede
sábado, 24 de novembro de 2007
Para lá da porta

Para lá de qualquer porta esconde-se sempre algo que só nos é revelado se esta se abrir, assim vou tentar abrir a porta deste recanto maravilhoso em que tenho a graça de viver e que guarda segredos que urge partilhar.
As pedras são sempre uma forma excelente de gravar a memória dos tempos, se elas falassem a nossa linguagem por certo teriam muito que nos contar. Inicio hoje uma série de postagens de algumas memórias de tempos de antanho que as pedras trouxeram até nós e que nós corremos o risco de as perder se nada fizermos para as preservar.

( Serpente gravada na rocha)
Começo por partilhar convosco a primeira das pérolas do Povoado do Baldoeiro, uma serpente gravada numa das muitas rochas de granito existentes na zona.

(A mesma imagem tirado de mais perto)
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Quando tudo se cala...

Só Tu segredas ao meu ouvido
Vem para mais perto
Aconchega-te no Meu colo...
Quando tudo se cala ao meu redor
Só a Tua presença me inebria
Com a voz melodiosa que toca
As cordas do meu coração...
Quando tudo se cala em mim
Até as pedras me falam de Ti
Deus amante e fonte de todo o amor
Verdadeiro e autêntico...







