"Até que enfim cheguei ao cimo da montanha após uma jornada extensa e fatigante. Passei o olhar em torno e, pronto, o olhar apanha tudo que a vida tem de belo e contrastante. … … Graças vos dou, meu Deus, graças vos dou, Senhor, por sentir que me ergui dos abismos da treva, por sentir mais intensa essa luz que me eleva, suave irradiação do Vosso imenso amor."
terça-feira, 17 de julho de 2007
domingo, 15 de julho de 2007
A concha e a Pérola

Ouse, nesta vida, ser concha!
Permita-se, nesta vida, ser pérola!Quando alguém te magoar ou te ferir, revista-se da mais preciosa jóia de Deus: cubra-se de amor e ternura. Se seguirmos o exemplo da concha, o ódio não terá como se desenvolver, mas o amor se estenderá e será o revestimento mais belo e precioso que será dado em troca de toda areia da vida que nos possa ferir."
sexta-feira, 13 de julho de 2007
NÃO SE APRENDE
quarta-feira, 11 de julho de 2007
No Silêncio da Noite

No silencio da noite
Quando as luzes se apagam
Fico a contemplar o céu.
A vastidão do firmamento
Eleva-me ás alturas
Perco-me a contar as estrelas
Cada uma com o seu brilho particular.
Aqui um pontinho luminoso
Além uma luz mais forte.
Que artista sábio para assim as ordenar
Vai longa a noite o dia tarda a raiar
Fico de olhar fixo num pequeno pontinho
Um pontinho chamou a minha atenção.
Será a sonolência ou estou de facto a ver
Parece que esta luzinha se vai movendo
Desenhando no ar figuras ondulantes
Que deixa suspensas em cada movimento
Entretenho-me a seguir com o olhar
Cada trajectória deste pequeno “ser”.
Dou por mim a pensar:
Onde gostaria de ir se fosse uma estrela?
Onde gostaria de projectar a minha luz?
E a resposta não se faz tardar
Onde a claridade se faz esperar.
terça-feira, 10 de julho de 2007

Quando compreendi que havia um Deus, então vi que nada mais podia fazer que consagrar-lhe a minha vida.
A vocação não se escolhe: recebe-se, aceita-se, prestando ouvidos ao querer de Deus.
(Carlos de Foucauld)
Juntamente com mais 4 colegas celebro hoje o 8 aniversário da minha ordenação presbiteral. Têm sido 8 anos de uma entrega permanente a Deus nos irmãos, tempos vividos com alguns altos e baixos neste caminho que nos escolheu, momentos de certezas e dúvidas alicerçadas na esperança em Deus.
Nesta manhã de alegria recebia de uma amiga que tem acompanhado de perto a minha vida pastoral recente a mensagem que passo a transcrever:
" Esperança
canto mas o meu canto é triste.
Não sou capaz de nenhum outro agora.
Em cada verso chora uma ilusão, tolhida na amplidão que lhe sonhei...
Felizmente que sei cantar sem pressa.
Que sei recomeçar...
Que sei que hà uma promessa no acto de cantar..."
Suplico a todos quantos me visitais neste meu e vosso cantinho o favor de rezar ao Senhor da messe para que os nossos braços fatigados da sementeira não de deixem cair desanimados por parecer demorar a desejada colheita.
domingo, 8 de julho de 2007
Nas sossegadas margens de um rio
Chamado saudade
Permiti que as palavras fossem silenciadas
Quedei-me na fresca sombra dos salgueiros
E deixei que o som das águas correntes
Me levasse para um lugar longínquo
O lugar das minhas recordações
Como passou depressa o tempo
Nas margens deste rio
O meu rio de saudade
Recordei a infância com as suas tropelias
As corridas, o jogo das escondidas
A apanhada, a cabra cega…
Que saudades Deus meu, que saudades
Do tempo em que tudo parecia possível
Em que os sonhos eram um lampejo de realidade
Em que perder a corrida motivava o choro
Que silenciava com um pequeno afago
Como passou depressa o tempo
Nas margens deste rio
O meu rio de saudade
Com leveza evoquei a minha adolescência
Tempo de quimeras
Adocicadas no fervor da puberdade
Sonhos de menino com desejo de seguir em frente
Lançando-me nos braços da aventura
Em que subir mais alto era sinal de bravura
Destemidamente nem o olmo mais alto escapou à minha escalada
Como passou depressa o tempo
Nas margens deste rio
O meu rio de saudade
De relance revi a minha juventude
Toda vivida na perseguição de uma entrega
Nas mãos d’Aquele que me chamou à vida
Época de encontros e desencontros
Na incerteza de um caminho que teimava em ser esquivo
Por entre avanços e recuos
Nas escarpas de um sonho que começava a ser realidade
Como passou depressa o tempo
Nas margens deste rio
O meu rio de saudade
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Bispo Auxiliar de Braga
A 2 de Outubro de 1963 entrou no seminário de Tomar da Sociedade Portuguesa das Missões Ultramarinas, então conhecida por Sociedade Missionária. Recebeu a ordenação sacerdotal a 3 de Dezembro de 1980.



