terça-feira, 19 de junho de 2007

Pai Nosso


Pai nosso invisível que estás nos céus,

seja santificado em nós o Teu Nome,

porque no Teu Espírito Santo,

Tu próprio nos santificaste.



Venha a nós o Teu reino

reino prometido a quantos amam Teu amor.

Tua força e benevolência repousem sobre teus servos

aqui em mistério e lá na tua misericórdia.


Da mesa que não se esgota

dá alimento à nossa indigência

e concede-nos a remissão das culpas

tu que conheces a nossa debilidade.


Nós te pedimos:

salva aquilo que criaste

e livra-o do maligno que busca o que devorar.

A ti pertence o reino, o poder e a glória, ó Senhor.


Não prives da tua bondade os teus santos.

Breviário Caldeu


in A Oração dos Homens

Armando Silva Carvalho e José Tolentino Mendonça

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Perdão...


"Ouviste que foi dito:'olho por olho e dente por dente'. Eu digo-vos: não oponhais resistência ao mau; se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra".


Mt 5, 38-39.

domingo, 17 de junho de 2007

O jardim e as flores...

Num dia em que a liturgia convidava para reflectir sobre o tema do perdão eis o que o Espirito Santo me inspirou como monição à oração do Pai Nosso.





Quando um jardineiro cuida do jardim...




... gosta de ver que este lhe dá flores.

Hoje os nossos altares estão adornados com as mais belas flores do nosso jardim...


... as crianças. Nesta oração agradeçamos a Deus as nossas flores e supliquemos perdão por todas as vezes que não as cuidamos com carinho e amor.





Palavras... para quê...

Alto do São Joãosinho





Pormenor do vale da vilariça

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Sagrado Coração de Jesus


Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais, fazei que Vos ame cada vez mais.




Com os braço na Cruz, meu Redentor

Abertos me esperai, com o lado aberto,

Manifestos sinais do vosso amor.

Ah! quem chegasse um dia de mais perto

A ver com os olhos da alma essa ferida

Que coração nos mostra descoberto!

Esse que por salvar gente perdida,

De tanta piedade quis usar,

Que deu nas suas mãos a própria vida.

A sangue nos quisestes resgatar

De tão cruel e duro cativeiro,

Vendido fostes Vós para nos comprar.

Padecestes por nós, manso Cordeiro,

Pisado, preso e nu entre ladrões,

Ardendo o fogo posto no madeiro:

Ardam postos no fogo os corações.


quinta-feira, 14 de junho de 2007

Um dia...






Vale da Vilariça num dia como o de hoje de céu nublado


Embora quase toda a gente diga o contrário hoje é um bom dia... Um dia em que apesar das nuvens também se pode ser feliz... E como eu estou a ser feliz hoje... Levantei-me cedo para por em ordem alguma desordem que começava a notar-se cá por casa... Logo de manhã, apesar da chuva, ouvi os passarinhos cantar no peitoril da minha janela, foi como que um convite para deixar de lado a preguiça e por mãos á obra...





Ala que se faz tarde, comecei por rezar laudes, algo que já alguns dias não acontecia, como foi bom salmodiar ao Senhor, depois toca a tomar um banho quentinho, para retemperar as energias, de seguida visitar a city de Bragança em trabalho da instituição a que presido (Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira)....




Castelo de Bragança



Fazendo-se horas de almoço, um bom bacalhau à brás... Corridinha para a escola despedir-me de alguns alunos, com o final do ano lectivo chegam as despedidas até setembro... E para finalizar celebrar a alegria de mais um dia que Deus me concedeu junto do meu povo, com a Eucaristia...




Ora digam lá se não está a ser um dia feliz....

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Santo António

E porque hoje é o seu dia....

Imagem de Santo António.
Museu Militar do Buçaco, Buçaco, Portugal

Nasceu em Lisboa (Portugal) no final do século XII. Foi recebido entre os Cónegos Regulares de S. Agostinho e pouco depois da sua ordenação sacerdotal ingressou na Ordem dos Frades Menores com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África. Mas foi na França e na Itália que ele exerceu com grande fruto o ministério da pregação e converteu muitos hereges. Foi o primeiro professor de teologia na sua Ordem. Escreveu vários sermões, cheios de doutrina e de unção espiritual. Morreu em Pádua no ano 1231.

Dos Sermões de Santo António de Lisboa, presbítero(I, 226) (Sec. XIII)

A linguagem é viva, quando falam as obras.Quem está cheio do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, como a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamo-las, quando mostramos aos outros estas virtudes na nossa vida. A linguagem é viva, quando falam as obras. Cessem, portanto, as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, mas de obras vazios; por este motivo nos amaldiçoa o Senhor, como amaldiçoou a figueira em que não encontrou fruto, mas somente folhas. Diz São Gregório: «Há uma norma para o pregador: que faça aquilo que prega». Em vão pregará os ensinamentos da lei, se destrói a doutrina com as obras.Mas os Apóstolos falavam conforme a linguagem que o Espírito Santo lhes concedia. Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme o que lhe parece!Há alguns que falam movidos pelo próprio espírito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como próprias, atribuindo-as a si mesmos. Desses e de outros como eles, fala o Senhor pelo profeta Jeremias: Eis-Me contra os profetas que roubam uns aos outros as minhas palavras. Eis-Me contra os profetas, oráculo do Senhor, que forjam a sua linguagem para proferir oráculos. Eis-Me contra os profetas que profetizam sonhos mentirosos – oráculo do Senhor – e, contando-os, seduzem o povo com mentiras e jactância, não os tendo Eu enviado nem dado ordem alguma a esses que não são de nenhuma utilidade para este povo – oráculo do Senhor.Falemos, por conseguinte, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder; e peçamos-lhe, humilde e devotamente, que derrame sobre nós a sua graça, para que possamos celebrar o dia de Pentecostes com a perfeição dos cinco sentidos e a observância do decálogo, nos reanimemos com o forte vento da contrição e nos inflamemos com essas línguas de fogo que são os louvores de Deus, a fim de que, inflamados e iluminados nos esplendores da santidade, mereçamos ver a Deus trino e uno.