segunda-feira, 4 de junho de 2007

Urgentemente


É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.


É urgente destruir certas palavras,

ódio, solidão, crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.


É urgente inventar a alegria,

multiplicar os beijos, as saeras,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.


Cai o silêncio nos ombros e a luz

impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente

permanecer


(Eugénio de Andrade)

domingo, 3 de junho de 2007

Santíssima Trindade






Vós, Trindade Eterna, sois como um mar profundo, no qual quanto mais procuro mais encontro, e quanto mais encontro mais cresce a sede de Vos procurar. Saciais a alma mas de um modo insaciável, porque saciando-se do vosso abismo, a alma permanece sempre faminta e sedenta de Vós, ó Trindade Eterna, desejando ver-Vos com a luz da nossa luz (...)









Oh abismo, oh Trindade Eterna, oh Divindade, o mar profundo! Que mais me podíeis dar do que dar-Vos a Vós mesmo? Sois um fogo que arde sempre e não se consome. Sois Vós que consumis com o vosso calor todo o amor profundo da alma. Sois um fogo que dissipa a frialdade, e iluminais as mentes com a vossa luz, aquela luz com que me fizestes conhecer a vossa verdade.


(S. Catarina de Sena, Diálogo da Divina Providência)





sábado, 2 de junho de 2007

Sacerdote... ministro de Cristo




Tende consciência do fim para que fostes ordenados sacerdotes de Cristo; não foi para vós nem por algum interesse humano, mas para a Igreja de Deus, para a salvação das almas (...) Tende consciência do amor que vos investiu e que deveis comunicar aos homens que encontrais.

(Paulo VI)

Se tendes medo do amor não vos façais sacerdote.

(T. Merton)





Num tempo em que parece ser mais importante viver ao sabor dos desejos do que comprometer-se ainda existem jovens capazes de arriscar lançando-se nas mãos de Deus.


Hoje a Igreja Diocesana de Bragança-Miranda está em festa, pois mais um jovem se disponibilizou a colocar a sua vida ao serviço do povo de Deus.






A Catedral de Bragança vestiu-se de festa para acolher o Diácono José António de Almeida Machado no ministério dos Presbíteros e enviá-lo ao povo de Deus.


O Pe. José António escolheu para lema da sua ordenação sacerdotal a frase de São Paulo: "Fiz-me tudo para Todos". (1 Cor. 9, 22)


Que do barro informe do qual somos formados permita o néo-presbitero que a pouco e pouco o Senhor faça o um instrumento da Sua palavra.

Um Dia inesquecível....


Hoje foi um dia especial - 01.06.2007 -
para o nosso querido Pe.CL,que convocou o seu povo...

Antes da hora marcada, lá estavam todos na igreja!Para Celebrar os 50º aniversário de casamento dos pais do Pe.CL!

Que tardavam em chegar...
Não sabiam bem para o que vinham...

E... os bons dos noivos "resolveram" atrasar-se..

E o povo pacientemente e em Oração, aguardava-os!

Foi uma surpresa daquelas!

A Celebração teve momentos comoventes,

lágrimas que caíram e tantas, tantas que ficaram suspensas!



"o momento da benção das alianças foi algo enternecedor e muito sentido"
conforme relatava o Pe.CL..."Para mim, mas também para os meus pais..."
Imagino... e vocês imaginem também, porque tanta emoção é dificil colocar em palavras!!!


No final da Eucarístia, todos tinham rosas e mais rosas para oferecer...


Presentes para os noivos!!!





E mais rosas...houve uma paróquia

que ofereceu, nada mais nada menos

que um arranjo com cinquenta rosas!

È muita rosa mesmo!!!

Mas os noivos merecem!!!


PARABÉNS AOS NOIVOS!!!!



Um Miminho para eles:






Os meus votos sinceros:



de parabéns!
de que continuem a caminhar
pela vida fora,
de mão dada,
com um sorriso nos lábios
e a agradecer a Deus,
a ternura de filho
(só conheço este...só posso falar deste!)
com que Deus vos presenteou!!

elsa



*****

Nota de redacção - Amigos! Fui chamada para esta reportagem de urgência, porque para mim, hoje também foi dia de festa...
Se ficarem com alguma curiosidade, passem lá na minha casita
- http://eu-estou-aki.blogspot.com ...eu não acredito em coincidências...mas mais em sinais de Deus...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

A Última das Peregrinações…

Não, não vos vou falar da morte. Hoje é dia de partilhar convosco um pouco de vida, e vida de pároco de aldeia.








“Tudo o que tem um princípio tem um fim”, diz o povo. Logo tendo iniciado o mês de Maio com uma peregrinação tinha que terminar com uma peregrinação, passe a redundância.

Antes de fazer um breve relato desta última, realizada hoje quinta-feira, gostava de vos falar de uma que se realizou, e realiza com alguma regularidade à três anos a esta parte, no passado domingo, por coincidência no domingo de Pentecostes.




Esta peregrinação realiza-se num pequeno Santuário Mariano situado no sopé de uma pequena montanha que por sua vez faz parte do extenso e maravilhoso Vale da Vilariça.




Esta romagem ao Santuário Mariano de Nossa Senhora do Castelo, assim é conhecido, realiza-se normalmente no 3º domingo do mês de Maio, mas este ano mercê de algumas razões de natureza paroquial coincidiu com o 4º domingo e com a Solenidade de Pentecostes, segundo reza a lenda, que um dia vos contarei aqui se assim o desejardes, por volta do 3º domingo de Maio o Monte da Senhora do Castelo veste-se de Açucenas como sinal de confirmação do pedido feito por Nossa Senhora a uma pastorinha e atendido por esta e toda a comunidade.



Começa a peregrinação nas diversas comunidades próximas do Santuário, uns a pé outros de carro, juntam-se no terreiro da capela e recita-se o terço em honra de Nossa Senhora do Castelo, no final celebra-se a Eucaristia e faz-se a procissão em volta do Santuário.



No fim da cerimónia religiosa há lugar para uma pequena partilha de farnéis, para o qual o padre leva unicamente a tradicional vontade de comer o povo é que tem que o alimentar.



Como é típico do povo português também há lugar e tempo para a brincadeira à qual nem o padre se furta que ávido pela merenda é sempre apanhado com a boca na comida à boa maneira transmontana, ora digam lá que não.







Depois da brincadeira veio o trabalho e ainda nessa noite foi preciso celebrar mais uma Eucaristia e fazer uma procissão das velas.







Terminou o mês de Maria com mais uma celebração mariana, desta feita na pitoresca comunidade da Horta da Vilariça. Começou com a dita celebração com a procissão de velas que saiu da "capela dos olmos", situada no centro da aldeia, em direcção à igreja matriz onde foi celebrada a Eucaristia finda a qual se retomou a procissão de velas de regresso à "capela dos olmos" onde se recolheu o andor de Nossa Senhora de Fátima.

Um fim de mês e de dia lindo com o louvor a Maria Santíssima neste dia em que a Igreja celebra a solenidade da Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel, como reflectimos na Eucaristia Maria visita sua prima desafiando-nos a visitar-mo-nos mutuamente e a disponibilizar-nos para apoiar quem mais necessita de nós.

Que o exemplo de Maria desperte em nós o desejo de servir o próximo.


quarta-feira, 30 de maio de 2007

História








Os mesmos sofrimentos que hoje suporta o género humano, foram suportados pelos nossos pais; nisto não há diferença. Ou antes: podemos nós afirmar que sofremos tantos e tão grandes males como sofreram eles?





E apesar disso, há muitos que se queixam do seu tempo, como se tivessem sido melhores os tempos antepassados. Porventura não mormurariam igualmente se pudessem viver os tempos dos seus antepassados?





Sempre julgas melhor o passado, simplesmente porque não é o teu(...) Portanto, devemos alegrar-nos com o nosso tempo, em vez de nos queixarmos dele.


(Santo Agostinho, Sermões)

terça-feira, 29 de maio de 2007

Recolhimento



Deixa um momento as tuas ocupações habituais, ó homem; entra um instante em ti mesmo, longe do tumulto dos teus pensamentos. Põe de parte os cuidados que te apoquentam e liberta-te agora das inquietações que te absorvem. Entrega-te uns momentos a Deus; descansa por algum tempo em Sua presença. Entra no íntimo da tua alma; remove tudo, excepto Deus e o que te possa ajudar a procurá-Lo. (S. Anselmo, "Proslogion")




É extremamente importante este recolhimento na vida de qualquer pessoa. Por vezes, quando sinto necessidade de me encontrar comigo mesmo retiro-me para o canto do meu silêncio, lugar onde a sós comigo próprio e com Deus reflicto sobre o caminho percorrido e a percorrer.